EL TEMBLOR DE LA CARNE
Compañía Lucas Cranach
co-produção, residência de criação, estreia
"El cuerpo de los amantes" é um lugar para a reflexão sobre o amor e a morte, sobre o que neste binómio é indecifrável para a razão e fica nas mãos da poesia. "El temblor de la carne", uma espécie de continuação ou prolongamento de "Que me abreve de besos tu boca", é ao mesmo tempo o seu antónimo: da palavra que surgia do silêncio ao silêncio que nasce quando a palavra morre. Do arroz que convertia o espaço num leito de fertilidade à natureza morta, repleta dos vestígios de uma vida. Como vanitas composto a partir do efémero da existência, onde a palavra brota, outorgando vida à decomposição e acolhendo a busca obsessiva do instante.
"No hay experiencia espiritual sin la complicidad de lo corpóreo" ("Teresa de Ávila ou A aventura corpórea do espírito", em La piedra y el centro, de José Ángel Valente). Objecto de reflexão e verbo da obra, continua a meditação em voz alta sobre o corpo, o oculto por detrás da pele, o dilema entre a sua dimensão espiritual e a dimensão puramente física, e tudo aquilo que dificilmente podemos entender dele, e que se prolonga, progressiva e inevitavelmente, até à morte, sendo ao mesmo tempo albergue do prazer. "El temblor de la carne" com o passar do tempo, a Natureza e a transformação que a paisagem sofre no renascer da Primavera, o seu paralelismo com o Homem e o amor como motor de esperança.
Texto, espaço cénico, iluminação e direcção: Carlos Marquerie
Fotografia de cena, vídeo e documentação: Javier Marquerie Thomas e Federico Strate
Apoio: Consejería de Cultura y Deportes de la Comunidad de Madrid
Co-produção: Compañía Lucas Cranach / Citemor
video:
http://www.dailymotion.com/video/x2qiot_gatoeiro-100807_creation
foto montagem dedicada por mim à obra,in situ termas de amieira.
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